Para começar o Projeto #1001 na categoria filmes, apresento-lhes o documentário Santiago. Ele foi um presente de uma professora do curso de Jornalismo, pedi a ela algumas sugestões de documentários e ela gravou este e outro para mim.
Santiago é um documentário brasileiro de João Moreira Salles, a obra tem um certo caráter auto biográfico. Se não me engano esse é o filme mais recente do diretor, embora as filmagens do primeiro projeto sejam de 1992, quando Santiago ainda vivia.
O documentário é todo em preto e branco com poucas cenas coloridas. Um ponto que achei positivo, senti que aproximou o espectador à característica realista que se propõe a obra.
Salles começa mostrando algumas imagens num porta retrato e logo em seguida alguns cômodos da sua antiga e luxuosa casa, agora abandonada. Ele viveu por lá com sua família até os 20 anos de idade.
Salles começa mostrando algumas imagens num porta retrato e logo em seguida alguns cômodos da sua antiga e luxuosa casa, agora abandonada. Ele viveu por lá com sua família até os 20 anos de idade.
O início basicamente explica a ideia original do documentário que foi abandonada 13 anos antes, enquanto filma vários cômodos vazios da casa, o próprio diretor narra alguns acontecimentos que se passaram no lugar e que remetem ao antigo mordomo da família: Santiago.
É surpreendente quando descobrimos que o documentário é sobre a vida de um mordomo da família Salles. Inicialmente, percebo que o diretor queria apenas gravar os relatos de Santiago que se relacionavam a sua família e aos costumes da época. A intenção me parece a de relembrar algumas histórias e cenas da infância cuja presença de Santiago fora tão simbólica.
Anos depois, Salles percebe que muitos detalhes sobre a vida pessoal de Santiago foram ignorados nas gravações. Infelizmente, Santiago já estava morto nessa época, o que tornou impossível o acréscimo de mais cenas. O diretor decide narrar boa parte do enredo devido a essa falta, o que resulta um enredo auto biográfico também. A história de Santiago é também a história de vinte anos da vida de Salles.
Há alguns trechos interessantes e muito bonitos desse passado juvenil, como quando Salles ainda menino acorda no meio da noite e vê Santiago tocando piano vestido de gala. Ele indaga o porquê da roupa, Santiago responde: "por que é Bethoven, meu filho."
Dessa forma, não há dúvidas que a proposta do filme seja sensível e intimista, mas a forma de interação escolhida pela diretor não me agradou. Há muitas gravações de Santiago e ele é argentino, ou seja, ele só fala espanhol e muito rápido por sinal! O documentário não tinha a opção de legendas em português para as falas de Santiago o que o tornou difícil e cansativo.
Há alguns trechos que se alongaram demais e ficaram enfadonhos, como a cena em que Santiago é filmado fazendo uma dança parecida com a flamenca com as mãos. Salles se alongou demais nesses detalhes quando poderia ter trabalhado mais em outros como nas realizações e relatos pessoais do ex-mordomo que são bastante ricas.
Dessa forma, não há dúvidas que a proposta do filme seja sensível e intimista, mas a forma de interação escolhida pela diretor não me agradou. Há muitas gravações de Santiago e ele é argentino, ou seja, ele só fala espanhol e muito rápido por sinal! O documentário não tinha a opção de legendas em português para as falas de Santiago o que o tornou difícil e cansativo.
Há alguns trechos que se alongaram demais e ficaram enfadonhos, como a cena em que Santiago é filmado fazendo uma dança parecida com a flamenca com as mãos. Salles se alongou demais nesses detalhes quando poderia ter trabalhado mais em outros como nas realizações e relatos pessoais do ex-mordomo que são bastante ricas.
Gosto muito de documentários e indico este para pessoas pacientes, que gostam desse tipo de estória: que foca mais na narração do que no movimento do filme, ou mesmo que queiram treinar sua habilidade com a língua espanhola.
No geral, não gostei da maneira como o tema foi abordado, acho que faltou um certo tipo de cuidado com o espectador que, além de não estar familiarizado com a linguagem de Santiago (não só pelo idioma) também não estaria tão aberto às delongas e ao tipo de abordagem artística.
No geral, não gostei da maneira como o tema foi abordado, acho que faltou um certo tipo de cuidado com o espectador que, além de não estar familiarizado com a linguagem de Santiago (não só pelo idioma) também não estaria tão aberto às delongas e ao tipo de abordagem artística.
Por isso, minha nota para o documentário de João Moreira Salles em uma de cinco, é um.
Trailer do filme:
























































